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quinta-feira, julho 4

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Dicas do Mestre Neil Gaiman



Boa tarde, leitores!


            Alguém ai sabe quem é esse cara?
           Ninguém menos que Neil Gaiman, premiador autor de sucesso de obras como "Deuses Americanos", "Belas Maldições", "Sandman" e seu mais recente livro "Oceano no fim do mundo". O jornal britânico The Guardian pediu a ele que compartilhasse com o público seus mandamentos de redação. O resultado são as 8 dicas abaixo, vale a pena ler.

            #1. Escreva.

#2 Escreva uma palavra depois da outra. Encontre a palavra certa, escreva-a.

#3. Termine o que você está escrevendo. Faça o que for preciso para terminar, e termine.

#4. Coloque o texto de lado. Leia fingindo que você nunca leu antes. Mostre-o a amigos cuja opinião você respeita e que gostem daquele tipo de coisa.

#5. Lembre-se: quando as pessoas dizem que algo está errado ou não funciona para elas, estão quase sempre certas. Quando dizem exatamente o que você está fazendo de errado e como corrigir, estão quase sempre erradas.

#6. Corrija. Lembre que, mais cedo ou mais tarde, antes que o texto fique perfeito, você precisa seguir em frente e começar a escrever a próxima coisa. Perfeição é como perseguir o horizonte. Continue escrevendo.

#7. Ria de suas próprias piadas.

#8. A principal regra da escrita é que, se escrever com segurança e confiança suficientes, você pode fazer o que quiser. (Essa pode ser uma regra para a vida, assim como para a escrita.) Então, escreva a sua história como ela precisa ser escrita. Escreva-a com honestidade e conte-a da melhor forma que você puder. Eu não sei com certeza se existem outras regras. Pelo menos, não as que importem…





sexta-feira, junho 28

3

Luto – Porque aceitar uma perda é tão difícil?



             

           Tenho certeza que todos já passaram por isso, mesmo que indiretamente. Todos entendem o significado da palavra e pedem com todas as forças para nunca torna-la presente em sua vida. Mas ela vem às vezes de uma forma tão inesperada, tão de repente que a assimilação do ocorrido é uma tarefa quase impossível. Vale reforçar que o luto é um sentimento de pesar ou de dor pela morte de alguém, vem a ser um processo que nos ajuda a assimilar a perda de alguém que amamos. Sentimentos se confundem, se chocam, se misturam e são liberados em intensidades que variam de pessoa para pessoa e de como o evento ocorreu, os mais comuns são raiva, tristeza, ansiedade, culpa, anseio, solidão e fadiga e todos eles estão diretamente ligados a sintomas físicos como vazio no estômago, aperto no peito, nó na garganta, falta de ar, falta de disposição, entre muitos outros. No velório é quando a realidade aparece como um soco no estômago e nos tocamos de que aquilo aconteceu de fato, fugir dele pode não ser uma escolha sensata, pois pode gerar arrependimento no futuro. O luto geralmente dura de 3 meses a 1 ano, mas alguns casos passam disso devido ao forte trauma. Existem cinco fases para o luto:
             A negação – Surge à primeira fase do luto, é no momento que nos parece impossível à perda, em que não somos capazes de acreditar. A dor da perda seria tão grande, que não pode ser possível, não poderia ser real. Pensamentos mais frequentes: “Isso não é verdade!”, “Vai tudo voltar ao normal amanhã”.
           A raiva – Surge depois da negação. Mas mesmo assim, apesar da perda já consumada negamo-nos a acreditar. Pensamento de “porque a mim?” surgem nesta fase, como também sentimentos de inveja e raiva. Nesta fase, qualquer palavra de conforto, parece-nos falsa, custando acreditar na sua veracidade, evitamos falar sobre o assunto e perde-se a calma com facilidade quando alguém o aborda. Pensamentos mais frequentes: “Isso não é justo!”, “Porque tinha de acontecer justo comigo?”.
             A negociação – Nessa fase busca-se fazer algum tipo de acordo de maneira que as coisas possam voltar a ser como antes. Essa negociação geralmente acontece dentro do próprio indivíduo ou às vezes voltada para a religiosidade. Promessas, pactos e outros similares são muito comuns e muitas vezes ocorrem em segredo. Pensamentos frequentes: “Vou pensar positivamente e tudo voltará a ser como antes”.
            A depressão – Surge quando o individuo toma consciência que a perda é inevitável e incontornável. Não há como escapar à perda, este sente o “espaço” vazio da pessoa que perdeu. Toma consciência que nunca mais irá ver aquela pessoa, e com o desaparecimento dele, vão com ela todos os sonhos, projetos e todas as lembranças associadas a essa pessoa ganham um novo valor. Pensamentos frequentes: “Não posso lidar com isso”, “Nunca mais as coisas ficarão bem”, “Eu me odeio”, “Odeio o mundo”.
           A aceitação – Nessa fase percebe-se e vivencia-se uma aceitação do rumo das coisas. As emoções não estão mais tão à flor da pele e a pessoa se prontifica a enfrentar a situação com consciência das suas possibilidades e limitações. Esta fase depende muito da capacidade da pessoa mudar a perspectiva e preencher o vazio. Pensamentos frequentes: “Não é o fim do mundo”, “Posso aprender com isso, melhorar”, “Darei valor a quem está comigo”.
               
            É importante dizer que essas fases não são lineares, ou seja, elas podem superar uma fase, mas depois retornar e ela por algum motivo, ficar para sempre em uma delas, ou em alguns casos superar rapidamente todas as fases, sendo assim, não há um tempo definido para acontecer. Tudo depende do que a pessoa perdeu, porém, sabe-se que a pessoa leva um tempo considerável para passar da fase da depressão para a fase da aceitação. Algumas pessoas podem levar décadas para se recuperar e outras nunca conseguirão aceitar serenamente a perda, como no caso de uma mãe que perde um filho.
          
           O que eu quero passar a vocês com tudo isso é que o luto é algo tão inevitável quanto à morte. Um dia ela vai bater a sua porta querendo você ou não. O importante é o que cada um está fazendo entre o agora e o que vai ocorrer no futuro. Quem já passou por isso ou está passando, lembre-se que ainda há muitas pessoas que amam você e que querem o seu bem, apesar de difícil, a vida deve continuar, precisamos continuar, não apenas por nós, mas também por quem sente qualquer tipo de sentimento positivo a você. Hoje estou de luto, mas sei que ela não iria querer isso para mim, ela quer que eu viva por mim e por ela. Está foi a minha lição de vida.  
Já disseram hoje que amam seus filhos, pais, avos, netos, primos, amigos?
            Amanhã pode ser tarde.

“Para todo fim, a um novo começo”
                               

quarta-feira, junho 26

4

Saudade





                Todo mundo conhece essa palavra. Todo mundo já sentiu essa palavra, porém, nem todos sabem da importância dela em nossas vidas. A palavra aparece como um reflexo do que vivenciamos no passado e está diretamente ligada a algum fato ou pessoa. Como a maioria dos sentimentos que possuímos, ela se revela como uma faca de dois gumes: ela pode ser boa, nos dar aquela sensação gostosa de nostalgia, dos bons momentos que ficaram para trás, principalmente aqueles de infância, quando praticamente tudo em nossas vidas era mais simples do que no presente momento. A palavra representa uma válvula de escape para nossos problemas cotidianos, as lembranças dos bons tempos, a força que tiramos de uma lição de vida que aprendemos no passado, nos conferindo força para enfrentar as adversidades do presente e um momento pelo qual refletimos sobre o que e de quem sentimos falta. E ela pode ser prejudicial, relembrando coisas que não queríamos lembrar, acontecimentos que marcaram nossas vidas para sempre, de tal forma que apenas podemos resistir à dor e seguir em frente, com aquela cicatriz incurável no peito. Para essas pessoas, a palavra representa um obstáculo, uma parede intransponível, que a prende de tal forma que suas vidas atuais ficam “paralisadas”, pois a realidade atual parece muito cruel se comparado ao que havia no passado.
            O que eu quero dizer com isso é que o tempo passa, as pessoas mudam, os acontecimentos são outros, mas a saudade é a mesma. Ficam lá, em nossas memórias, prontas para serem acessadas para o bem ou para o mal. Sentimos saudade de certos momentos da nossa vida e de certos momentos de pessoas que passaram por ela. Hoje eu sinto falta de algumas pessoas e alguns momentos de minha vida, alguns desses momentos eu jamais poderei vivenciar e algumas dessas pessoas eu jamais poderei ver novamente. Quero aproveitar o momento para dar um recado: Se sente saudade de alguém, vá atrás. Não deixe que bobeiras como orgulho, egoísmo, timidez ou qualquer outra coisa atrapalhem vocês.
   O amanhã pode ser tarde demais.

“Se as pessoas que amamos são tiradas de nós... o jeito de mantê-las vivas é nunca parar de amá-las. O mundo muda, o tempo corre, as pessoas morrem... mas o amor verdadeiro é para sempre”.

domingo, junho 23

3

Pelo que estamos nas ruas?




Boa tarde! Leitores!


   Muitos já devem ter feito essa pergunta e logicamente procurado os motivos para tantos filhos desta nação estarem nas ruas protestando, reivindicando e infelizmente, uma pequena parcela, destruindo. Porém, muitos ainda não sabem bem pelo que estão lutando ou não sabem de todos os motivos pelos quais lutamos (sim, são muitos). Vejo em muitos outros blogs, sites de notícias e nas redes sociais que as pessoas às vezes julgam certos atos sem antes consultar sua origem ou postam coisas que não são verdade e até mesmo compartilha coisas que nem entendem o que significa. Pensando nisso, minha querida amiga Thais Borges desenvolveu um texto explicando as mais polêmicas destas questões por qual lutamos.
  Muito interessante. Quem quer saber mais sobre o porquê de estarmos nas ruas, cliquem na postagem ou procurem em outros lugares se informarem, mas, por favor, se informem! \0

Obs: Caso alguém queira contrariar, acrescentar, julgar, elogiar, criticar algo do texto, por favor, seja educado e explane seus argumentos, os comentários estarão abertos a todos.